Dê-me apenas remédios, companheiro.
Sem julgamentos, e menos conversa.
Esqueça a causa! Tenho muita pressa.
Quem vive devagar morre ligeiro.
Sem julgamentos, e menos conversa.
Esqueça a causa! Tenho muita pressa.
Quem vive devagar morre ligeiro.
Tenho pena de quem se vai primeiro:
O Eu-lírico que nos versos tropeça.
Eu rezarei antes que ele se despeça
Ao lado daquele Último Barqueiro.
Espero que ele encontre redenção.
A sua Descida não será em vão!
Ele verá que a vida é cheia de amor.
Já eu, bem, continuarei na boemia,
À base de remédios, noite e dia,
Para não confrontar o meu horror.
V.