terça-feira, 16 de dezembro de 2025

Soneto da perdição

Eu mergulhei na eterna Danação.
Por teus beijos minh'alma eu vendi.
Não temo o calor pois muito já ardi,
Com o teu toque sendo a ignição.

E toda a sanidade que eu perdi
Foi no teu mar, bravia rebentação.
Nas grandes ondas entrei em combustão,
No oceano do teu colo, transcendi.

Entre estrelas-do-mar e caravelas,
Belos corais em vivas aquarelas
Naquela tela alvíssima, o teu rosto.

Do sonho à tentação, um novo sonho,
Do mar à perdição do amor, suponho.
No inferno, levo na boca o teu gosto.

V.

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