quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

Ó Quimera! Minha Quimera!

Ó Quimera, ascende! Ó Quimera!
Levar-te-ei ao infinito, além-céu,
Lá onde as casas são favos de mel
E é permanentemente primavera.

Pois de ti não é digna esta quase esfera.
Planeta azul vagando triste ao léu,
Girando como eterno Carrossel,
Cuja mediocridade é o que impera.

Este mundo tão gris não te merece.
Teu lugar é Arcádia, doce Fada,
Na imortalidade da poesia.

És livre para amar, vai e floresce,
Sê quimericamente exagerada
E nunca negocies a tua alegria.

V.

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