Amo-te em silêncio,
De longe, tão, tão distante.
Amo-te em arroubos -
Amo-te doutra galáxia,
Do centro da Supernova.
De longe, tão, tão distante.
Amo-te em arroubos -
Amo-te doutra galáxia,
Do centro da Supernova.
Nos aglomerados,
E nos sistemas solares,
Poeiras, satélites -
No céu serão conectados
Belos pontos cheios de vida.
Amor cosmológico
Numa precessão errática.
Amor fora de órbita.
Amo-te dos céus, do espaço.
Amo-te do mar, da Terra.
Amo-te em silêncio.
Mas a minha poesia
O silêncio quebra -
Reverbera em versos livres
Porém com muitas amarras.
Amo-te de novo,
E de novo… e outra vez,
Mas já não te digo -
Não sabes que te amo tanto,
Que amo astronomicamente.
Amo cada estrela
Que orbita em aglomerados
Por todo o teu corpo -
Corpo cintilante, cósmico.
Corpo radiante, alquímico.
V.
Nenhum comentário:
Postar um comentário