Beija-me outra vez, e outra, e mais!
E outras mais! Beija-me um beijo infinito.
Um beijo furta-cor, sagrado rito
De amor e de fulgor celestiais.
E outras mais! Beija-me um beijo infinito.
Um beijo furta-cor, sagrado rito
De amor e de fulgor celestiais.
Beija-me com desejos canibais!
Dá-me mordidas num rito maldito,
Entre gritos de arpejo erudito,
Presentes dos teus lábios imortais.
E transcenda e ascenda, e então, acenda!
O beijo em labareda de oferenda
Que transubstanciará nosso calor.
Beija-me agora, como ontem beijaste.
Com furor e violência maltrataste
Meus lábios com prazer e muito amor.
V.
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