segunda-feira, 9 de março de 2026

Enfim, o dia que tantos desejaram.
Surpreendente manchete da manhã:
Morreu o inveterado Bon-vivant!
“Não deixará saudades”, completaram.

Muitas pragas das bocas que o beijaram,
Cuspe doce de bala de hortelã.
Das bochechas de rubro flamboiã
Todas as belas pétalas murcharam.

Das noites abraçado às bacantes
O poeta de versos delirantes
Não levou nada para o seu caixão.

E a procissão seguia sem muito alento
Sob vaias no feroz sepultamento
De um não-maniqueísta herói-vilão.

V.

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