e soam pálidas como a voz de um tísico.
A rima como impulso metafísico
no meio das estrofes problemáticas.
Minhas sílabas tônicas asmáticas
evanescem no “espelho meu” narcísico.
O reflexo daquilo que era físico,
enterrado, jaz em rimas pragmáticas.
Os meus extravagantes versos sombrios
abrilhantam os poemas doentios
do horror pessoal próprio deste Eu-Fera.
Meus textos escancaram os meus traumas
e guiam-me até o vil barco das almas,
o destino implacável que me espera.
V.
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