sábado, 26 de dezembro de 2015
terça-feira, 2 de outubro de 2012
Pensei sobre a vida
Vi e revi o mundo ao meu redor
Mas foquei apenas no que estava próximo
Busquei então compreender o que vi
E vi que o que eu menos buscava
Era a mais pura e simples incompreensão do que vi
Que doce ilusão!
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Desgraçada Infelicidade, que de longe me vigia,
O que fiz eu para merecer tua companhia nefasta?
Foi algo dessa vida ou de outra?
Maldito Carma, que minha solidão alimenta,
Faz prostrar-me, cair de joelhos,
Acompanha-me, irônico! A solidão me acompanha.
Peço, a ti também, querida Desilusão,
Que aos poucos conforte meu coração,
Ou de vez, quem sabe, num surto psicótico,
Destroce o que eu chamo vida,
E acabe de vez com minha Má Sorte.
Júnior, V. Aguiar de Lima.
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Um olhar. Um, apenas.
De longe via, a mim, de mim, por mim.
Um, apenas.
Ali está, esteve, estará. Para sempre.
Por onde andou? Andei? Andarei?
Por ali, apenas.
Um olhar.
Apenas um.
Tão frio, sem vida. Morto?
Nunca.
Apenas só, de fato, um.
Buscando, talvez.
Buscando algo também singular.
Algo, um certo algo.
Talvez outro olhar.
Que juntos, porém separados.
Pudessem contemplar algo ainda por vir.
De longe via, a mim, de mim, por mim.
Um, apenas.
Ali está, esteve, estará. Para sempre.
Por onde andou? Andei? Andarei?
Por ali, apenas.
Um olhar.
Apenas um.
Tão frio, sem vida. Morto?
Nunca.
Apenas só, de fato, um.
Buscando, talvez.
Buscando algo também singular.
Algo, um certo algo.
Talvez outro olhar.
Que juntos, porém separados.
Pudessem contemplar algo ainda por vir.
Júnior, V. Aguiar de Lima.
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Enigmático mundo novo,
Com especiarias de sabor amargo
Que no mínimo causarão dependência
Enigmático mundo novo,
Com mulheres de beleza exótica
Que no mínimo te encatarão
Enigmático mundo novo,
Todas as tuas coisas são novidades
Nada que existe aí foi antes encontrado
Doces [ou venenos] nunca antes catalogados
Onde o prazer é a dor fostes encontrado
Em meio ao caos antigo
Ou seria caso antigo?
Enigmático mundo novo,
Tens com o Caos um caso
E isso te tornas tão admirável!
Que de antemão desabafo:
Nada antes na minha vida
Havia tanto me encantado.
Júnior, V. Aguiar de Lima.
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Numa triste madrugada, quando o sono não chegava
Ponderava sobre coisas inquestionáveis da vida
E aos poucos eu ia percebendo, e uma certeza ia tendo
Que o meu coração apenas por minha querida batia
Apenas é uma palavra muito forte, mas de fato era assim
Por minha amada ia sempre crescendo um sentimento
De continuar vivendo, para poder com ela viver
E assim, um dia, dividir com ela essas madrugadas
A escuridão daquela noite me parecia não ter fim
E para completar a Lua cheia não queria brilhar
Me perguntei durante horas para onde o brilho tinha ido
E conjecturava sobre a Lua ter vergonha do brilho do teu olhar
Nem frio e nem calor sentia naquela madrugada triste
Mas de sorte, sentia seu toque, como a me consolar
Até mesmo parecia que aqui comigo você estava
Seria loucura minha ou a paixão mostrando as garras?
Júnior, V. Aguiar de Lima.
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Houve tempos de glórias
E tempos de seca emocional
Onde todos os sentimentos,
Sem tirar nenhum,
Estavam escassos
Nesses dias de tribulações,
Onde cada qual agia apenas por instinto,
Houve também uma nova onda:
Mentir
O homem se tornou mentiroso
Não havia nenhum sentimento nele
Ele pouco se importava com os outros
Mas mesmo assim,
Ele sabia que daquele jeito não poderia ficar
E, para perpetuar sua espécie,
Ele inventou a maior de todas as mentiras:
"Eu te amo".
Júnior, V. Aguiar de Lima.
Assinar:
Postagens (Atom)