segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Pecado constelado

N’alvura desse rosto constelado,
Um esplendor: simpático sorriso.
Rapidamente, sem qualquer aviso,
Ao desejo infernal fui arrebatado.

Por ti já desisti do Paraíso.
De bom grado, entreguei-me ao pecado,
Ao proibido, êxtase demasiado
Impuro, causador de prejuízo.

Dor-amor impossível, visceral!
Fatalismo daquilo que é dual,
E que aquele hífen tênue não separa.

Perdido neste mal metalinguístico
D’um poema de amor tão casuístico:
Antes do último verso eu já pecara.

V.

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